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&lt;p&gt;Seria fácil tentar &amp;quot;amenizar&amp;quot; a situação alegando que outros também estão em falência técnica. Acontece que não é exatamente a mesma coisa, pois atingir capitais negativos desta ordem é assustador. O Sporting, ao longo destes anos, foi-se alimentando do sustento proporcionado pela banca, acabando por fazer aumentar até ao impensável o &amp;quot;buraco&amp;quot; financeiro em que caiu. Só em 2007, o clube teve de pagar 17 milhões de euros em juros em encargos financeiros, quando as receitas não passaram dos 40 milhões. Além de que,&amp;nbsp;no capítulo desportivo, o balanço está no mesmo nível desastroso. E não estou a reportar-me apenas à conquista de troféus.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A grande questão é saber como sair disto. Mesmo com o aumento de receitas, revisão dos contratos televisivos, publicidade, venda de passes (na íntegra ou parciais) a fundos, tudo somado , nada garante, principalmente quando nos lembramos que o Sporting tem um défice anual de tesouraria na ordem dos 20 milhões. Por tudo isto, cresce cada vez mais a convicção de que vai ser necessário recorrer a um investidor externo. É uma decisão tremenda para o universo leonino que, como se sabe, está profundamente dividido quanto a esta questão. Mas parece evidente que o Sporting já não tem hipótese de fugir ao momento em que terá de tomar&amp;nbsp;uma decisão vital para o seu futuro. Se quiser garantir outro futuro.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;PS :&amp;nbsp;A equipa leonina tem uma semana e meia pela frente que constitui o teste mais duro da época para Domingos. Gil Vicente, para a Taça da Liga, numa partida em que só a vitória lhe garante o apuramento (em princípio) ; Nacional, para a Taça de Portugal, noutro desafio em que tem de vencer para seguir em frente; Marítimo, para o campeonato, em que só o triunfo lhe permite continuar na corrida pelo terceiro lugar; e Légia Varsóvia, para a Liga Europa, em que não pode derrapar para não comprometer a eliminatória. Acho que será&amp;nbsp;de estar muito atento ao discurso do treinador jogo após jogo.&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;img src="http://www.tsf.pt/aggbug.aspx?PostID=3683796" width="1" height="1"&gt;</description></item><item><title>A lei da morte</title><link>http://www.tsf.pt/blogs/jogojogado/archive/2012/02/01/a-lei-da-morte.aspx</link><pubDate>Wed, 01 Feb 2012 22:28:00 GMT</pubDate><guid isPermaLink="false">af248fb2-c6ef-4f4e-bf87-b6fc7deb6585:3676266</guid><dc:creator>mario.fernando</dc:creator><slash:comments>14</slash:comments><wfw:commentRss>http://www.tsf.pt/blogs/jogojogado/rsscomments.aspx?PostID=3676266</wfw:commentRss><comments>http://www.tsf.pt/blogs/jogojogado/archive/2012/02/01/a-lei-da-morte.aspx#comments</comments><description>&lt;p&gt;Tinha pensado inicialmente num tema para este post, mas desisti. Não me apetece falar de nada depois de ver as imagens e conferir os relatos que vinham de Port Said. Aquilo é de tal modo chocante, que ainda estou a tentar perceber como é possível existirem semelhantes atos de irracionalidade e de pura atuação animalesca. Matarem-se dezenas de pessoas num estádio de futebol, ouvir Pedro Barny dizer que viu adeptos do Al-Ahly morrerem no balneário da equipa, sem que técnicos e jogadores pudessem fazer alguma coisa para os salvar,&amp;nbsp;é algo que escapa à compreensão de quem ainda acredita nos princípios básicos da civilização.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Há dias, a BBC apresentou uma reportagem sobre a criação de um partido político egípcio formado basicamente&amp;nbsp;por jovens membros de&amp;nbsp;grupos apoiantes de clubes de futebol, auto-intitulados de Ultras. A ideia, só por si, já era insólita e intrigante, mas refletia a realidade de uma sociedade que, depois de derrubar o ditador, entrou numa espiral de desorientação coletiva. Sobretudo por parte de uma juventude que não acredita mais nos líderes, sejam eles quais forem, decidindo ser ela própria a substitui-los. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Ignoro em absoluto se os tais Ultras têm alguma coisa a ver com o que aconteceu em Port Said, mas sei que o futebol, uma vez mais, foi aproveitado por radicais (da política ou de outra coisa&amp;nbsp;qualquer) para&amp;nbsp;provocarem uma tragédia de dimensões impensáveis. Aquela gente, que&amp;nbsp;usou um estádio&amp;nbsp;para um banho de sangue e que&amp;nbsp;não tem o menor respeito pela vida humana, não quer saber do futebol para nada. Foi, sim, um&amp;nbsp;simples pretexto para trazer a violência&amp;nbsp;para a ribalta.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Não preciso - nem eu, nem a esmagadora maioria dos que gostam de futebol - de recorrer a exemplos extremos, como o do Egito, para insistir na necessidade de não dar tréguas à violência dentro e fora dos estádios. Mesmo que o enquadramento sociológico seja completamente distinto, nada nos deve permitir facilitismos quando se trata destas matérias em Portugal. Só espero que os responsáveis de clubes que, com grande naturalidade, condenam os atos selvagens dos apoiantes dos outros mas que relativizam sempre os deles, nunca se esqueçam que a violência não escolhe alvos. E que o caminho para a morte, às vezes, é bastante mais curto do que imaginamos. &lt;/p&gt;&lt;img src="http://www.tsf.pt/aggbug.aspx?PostID=3676266" width="1" height="1"&gt;</description></item><item><title>Jogo de mercado</title><link>http://www.tsf.pt/blogs/jogojogado/archive/2012/01/30/jogo-de-mercado.aspx</link><pubDate>Mon, 30 Jan 2012 20:18:00 GMT</pubDate><guid isPermaLink="false">af248fb2-c6ef-4f4e-bf87-b6fc7deb6585:3660273</guid><dc:creator>mario.fernando</dc:creator><slash:comments>15</slash:comments><wfw:commentRss>http://www.tsf.pt/blogs/jogojogado/rsscomments.aspx?PostID=3660273</wfw:commentRss><comments>http://www.tsf.pt/blogs/jogojogado/archive/2012/01/30/jogo-de-mercado.aspx#comments</comments><description>&lt;p&gt;Contagem acelerada para o fecho do mercado intercalar. Tema&amp;nbsp;central no Jogo Jogado desta semana, na TSF, com destaque para o regresso de Lucho Gonzalez ao Dragão. Que contará também com Janko, mas que fica sem Belluschi. Como interpretar estas movimentações? Isto para lá de Yanick Djaló estar na mira do&amp;nbsp;Benfica e de Ruben Amorim ter Braga no horizonte.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Também em análise o colapso portista em Barcelos, que deixa os dragões a cinco pontos do líder. E que reflexos internos (e externos) pode ter este cenário inesperado.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;img src="http://www.tsf.pt/aggbug.aspx?PostID=3660273" width="1" height="1"&gt;</description></item><item><title>A regra dos contrastes</title><link>http://www.tsf.pt/blogs/jogojogado/archive/2012/01/30/a-regra-dos-contrastes.aspx</link><pubDate>Mon, 30 Jan 2012 00:11:00 GMT</pubDate><guid isPermaLink="false">af248fb2-c6ef-4f4e-bf87-b6fc7deb6585:3655556</guid><dc:creator>mario.fernando</dc:creator><slash:comments>15</slash:comments><wfw:commentRss>http://www.tsf.pt/blogs/jogojogado/rsscomments.aspx?PostID=3655556</wfw:commentRss><comments>http://www.tsf.pt/blogs/jogojogado/archive/2012/01/30/a-regra-dos-contrastes.aspx#comments</comments><description>&lt;p&gt;1 - Os dragões somaram a primeira derrota , provavelmente onde menos esperavam e em circunstâncias que, com toda a certeza, não lhes tinham passado pela cabeça. Vitor Pereira hierarquizou&amp;nbsp;as razões:&amp;nbsp;antes de elogiar a atitude competitiva do Gil Vicente e de arrasar o árbitro , reconheceu que o FC Porto não se comportou como um campeão que quer revalidar o título. Por muito que custe a alguns setores, a primeira causa do desaire em Barcelos está aqui.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Tinha aqui referido&amp;nbsp;antes que não esperava grandes exibições de Benfica e FC Porto na contagem decrescente para o próximo jogo da Luz, pois a preocupação maior das duas equipas estaria em ganhar e&amp;nbsp;não em brilhar. O&amp;nbsp;Benfica foi por esta via frente ao Feirense. Esteve a perder e reagiu à procura de virar o resultado, empenhando-se seriamente na conquista dos três pontos, ou seja, teve a atitude correta&amp;nbsp;de quem quer ser campeão e sabe que é preciso penar para lá chegar. Numa frase: fez pela vida.&amp;nbsp;Num contraste visível , o FC Porto apresentou-se&amp;nbsp;em Barcelos sem fulgor, sem ideias, mas , pior que tudo, sem vontade.&amp;nbsp;O que fica da primeira parte do jogo é praticamente um deserto. Depois de sofrer um golo aos 15 minutos (em que toda a defesa, Helton incluído, fica muito mal na fotografia), o FC Porto pouco mais fez do que algumas&amp;nbsp;vagas ameaças. O Gil Vicente foi muito melhor, porque soube ser mais equipa.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Na segunda&amp;nbsp;parte, já com 2-0 e ainda sem tempo para testar as entradas de Danilo e Belluschi, sofreu um terceiro golo&amp;nbsp;num lance de execução perfeita de André Cunha. Ficou a impressão de que os portistas se tinham esquecido do que&amp;nbsp;a equipa de Paulo Alves&amp;nbsp;fizera na Luz, quando&amp;nbsp;discutiu o jogo com o Benfica sem quaisquer complexos. A sentença na partida estava dada, apesar de Belluschi ter injetado algum ânimo&amp;nbsp;no meio-campo e de Danilo, muito subido no terreno (os dragões passaram a jogar com três defesas), terem tentado fazer o que já não era possível. De resto, Vitor Pereira começa a ter alguma dificuldade em comprovar que Maicon é preferível a Danilo, que Belluschi é descartável ou que&amp;nbsp;Kléber ainda pode resolver alguma coisa. Para quem não podia ter Fernando e Hulk em campo era, no mínimo, exigível que as escolhas fossem mais assertivas.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Depois há Bruno Paixão. Como não quero repetir-me sobre ele&amp;nbsp;pela milésima vez, digo apenas que aquela atuação não tem nada de surpreendente.&amp;nbsp;Compreendo que é difícil escolher sempre os melhores árbitros para os desafios&amp;nbsp;relevantes em cada jornada,&amp;nbsp;até porque não temos mais de&amp;nbsp;quatro ou cinco no quadro da arbitragem, mas já seria um bom princípio não nomear os mais incapazes.&amp;nbsp;O chefe dos árbitros também tem a obrigação de salvaguardar o espetáculo.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O FC Porto está, agora, a cinco pontos do líder. O caminho começa a estreitar e, do modo como a equipa se comportou em Barcelos, torna-se imprevisível saber como sairá da situação em que mergulhou. Uma coisa foi notória: a atitude de águias e dragões perante a adversidade não foi idêntica.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;2 - O principal registo do jogo de Alvalade foi o regresso do Sporting às vitórias. Positivo, se nos lembrarmos que os leões não venciam desde o ano passado. Há ainda muito caminho a percorrer, até porque a segunda parte frente ao Beira Mar foi um exemplo de como as coisas estão ainda longe do que é necessário para recuperar terreno. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Seja como for, mesmo com as múltiplas baixas (qualitativas) que apresenta, o Sporting conseguiu uns 45 minutos iniciais interessantes, em que aproveitou bem dois lances de bola parada que levaram Onyewu a brilhar novamente nas alturas. Pelo menos, já se nota alguma eficácia&amp;nbsp;que deriva do chamado &amp;quot;trabalho de laboratório&amp;quot;.&amp;nbsp;Embora falte acautelar o processo defensivo para evitar, por exemplo, ver a bola ir duas vezes aos ferros.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;img src="http://www.tsf.pt/aggbug.aspx?PostID=3655556" width="1" height="1"&gt;</description></item><item><title>Mais garra que arte</title><link>http://www.tsf.pt/blogs/jogojogado/archive/2012/01/29/mais-garra-que-arte.aspx</link><pubDate>Sun, 29 Jan 2012 00:37:00 GMT</pubDate><guid isPermaLink="false">af248fb2-c6ef-4f4e-bf87-b6fc7deb6585:3650952</guid><dc:creator>mario.fernando</dc:creator><slash:comments>24</slash:comments><wfw:commentRss>http://www.tsf.pt/blogs/jogojogado/rsscomments.aspx?PostID=3650952</wfw:commentRss><comments>http://www.tsf.pt/blogs/jogojogado/archive/2012/01/29/mais-garra-que-arte.aspx#comments</comments><description>&lt;p&gt;Entrámos naquela fase do campeonato em que não é de esperar grandes exibições por parte dos candidatos ao título. Com uma distância muito curta entre Benfica e FC Porto, à entrada para esta jornada, as duas equipas vão estar, até ao início de Março, muito mais preocupadas em ganhar jogos do que em&amp;nbsp;ser brilhantes. Jorge Jesus já tinha avisado que a &amp;quot;nota artística&amp;quot;&amp;nbsp;poderia ir&amp;nbsp;para a gaveta em nome de valores mais relevantes. Confirmou-se na partida com o Feirense. Um triunfo mais &amp;quot;arrancado&amp;quot; do que &amp;quot;conquistado&amp;quot;.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Pondo de lado a&amp;nbsp;questão das dimensões do recinto (para mim, um debate com um interesse muito relativo), importa registar que Jesus&amp;nbsp;deixou Gaitán e Nolito no banco. Segundo ele, foi uma opção propositada, sublinhando até que já tinha definido o timing de entrada de ambos na partida.&amp;nbsp;Precisamente por isto, é bom sublinhar que tão negativa foi a escolha inicial como positiva a alteração operada.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Na verdade, o Benfica &amp;quot;não teve&amp;quot; alas durante mais de metade do jogo (Bruno César, sobretudo,&amp;nbsp;ficou colado à linha e pouco mais)&amp;nbsp;e Aimar não dispôs de espaço&amp;nbsp;que se visse para orquestrar o que pretendia.&amp;nbsp;Só por milagre o argentino conseguiria &amp;quot;tirar&amp;quot; algo de um raio de ação tão&amp;nbsp;apertado. Além do mais, o Feirense soube gerir muito bem&amp;nbsp;as áreas de atuação, cabendo aqui destacar o papel fundamental de Thiago Freitas, um médio-defensivo que esteve em muito bom plano. Tal como Diogo Cunha&amp;nbsp;na primeira metade (Maxi e Emerson que o digam) e, acima de todos, o guarda-redes Paulo Lopes que, inclusivé, se deu ao luxo de &amp;quot;roubar&amp;quot; a bola a&amp;nbsp;Rodrigo num lance de golo-quase-feito.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Foi, de facto , a dupla entrada de Gaitán e Nolito, com Rodrigo a jogar nas costas de Cardozo, que gerou uma alteração profunda no andamento da partida. O Benfica ganhou outra voltagem com destaque para Rodrigo que,&amp;nbsp;após ter sido o mais inconformado antes, passou a ser a figura depois. É inegável que o Feirense quebrou a seguir ao segundo golo dos encarnados, mas isto é muito mais consequência da mutação benfiquista do que demérito da equipa da casa.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Sobre a arbitragem: mal.&amp;nbsp;Há um ou dois lances que podem dividir opiniões e serem passíveis de decisões discutíveis. Simplesmente, quando é assinalado um fora-de-jogo a um jogador que está atrás da linha da bola não há matéria para qualquer debate. O lance em que Ludovic introduz a bola na baliza de Artur é legal. Não vou entrar em&amp;nbsp;exercícios de futurologia&amp;nbsp;sobre o que teria acontecido se o golo tivesse sido validado,&amp;nbsp;porque me parece ridículo fazer afirmações peremptórias quando a história do jogo passaria a ser outra. Importa-me muito mais que Vitor Pereira, o chefe dos árbitros, avise os seus comandados que se concentrem realmente no que estão a fazer. É que estamos na segunda volta do campeonato, a luta vai ser mais cerrada que nunca, e o grau de exigência é ainda maior. Também para os árbitros.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;PS: O Real Madrid já vai com sete pontos de avanço sobre o Barcelona. Agora, até Messi critica os árbitros. Como se previa,&amp;nbsp;na hora do aperto, não há assim tantas diferenças.&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;img src="http://www.tsf.pt/aggbug.aspx?PostID=3650952" width="1" height="1"&gt;</description></item><item><title>Totobolos</title><link>http://www.tsf.pt/blogs/jogojogado/archive/2012/01/27/totobolos.aspx</link><pubDate>Fri, 27 Jan 2012 01:12:00 GMT</pubDate><guid isPermaLink="false">af248fb2-c6ef-4f4e-bf87-b6fc7deb6585:3639691</guid><dc:creator>mario.fernando</dc:creator><slash:comments>16</slash:comments><wfw:commentRss>http://www.tsf.pt/blogs/jogojogado/rsscomments.aspx?PostID=3639691</wfw:commentRss><comments>http://www.tsf.pt/blogs/jogojogado/archive/2012/01/27/totobolos.aspx#comments</comments><description>&lt;p&gt;Andamos nós entretidos com os resultados, as performances das equipas, as ideias mais ou menos certas dos treinadores, a magia dos craques e as trapalhadas das arbitragens. No entanto, esquecemo-nos, por norma, do resto. E, de vez em quando, lá aparece, assim como para nos recordar que há um mundo paralelo do qual o futebol português não consegue descolar. O fisco voltou a encostar os clubes à parede e o pânico instalou-se nas hostes. Está de volta o Totonegócio. Resta saber se o assunto vai, finalmente, abalar as estruturas ou se é mais do mesmo. Quer dizer,&amp;nbsp;Totobola ou Totobolos.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Desde 1999 que os clubes andam a liquidar uma dívida brutal. O Totonegócio foi uma fuga muito oportuna (e vantajosamente negociada pelos clubes) que lhes permitiria sair de um buraco e, dizia-se, regenerar financeiramente muita coisa. Claro que, logo na altura, muita gente torceu o nariz colocando enormes reservas à solução. A ideia era simples: os clubes abdicavam de receber as percentagens respeitantes aos dinheiros do Totobola de forma a que aquelas fossem abatidas à dívida global. Pois, o problema é que chegados a 2004 ainda faltava liquidar&amp;nbsp;cerca de 19 milhões. Vai daí, Totonegócio II. Pois, o problema é que chegados a 2011 ainda faltava liquidar cerca de 13 milhões. Dizem os clubes que a culpa não é deles, uma vez que as receitas do Totobola baixaram substancialmente quando inventaram os Euromilhões desta vida. É verdade, mas um acordo é um acordo.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A execução fiscal&amp;nbsp;lá apareceu e, agora, é muito complicado explicar aos cidadãos que estão a ser espremidos diariamente pela&amp;nbsp;&amp;quot;austeridade&amp;quot; que a malta do futebol deve ser tratada de maneira diferente. Aparentemente, o Governo deu-lhes uma nega quando tentaram , pela enésima vez , renegociar. Desta feita, parece,&amp;nbsp;há mesmo sarilho.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Enquanto contribuinte, apesar da minha enorme paixão pelo futebol, não entendo por que motivo tenho de&amp;nbsp;andar com&amp;nbsp;os impostos em dia e os clubes não. Pior ainda, não entendo como podem&amp;nbsp;existir vários clubes a gastar o que não têm, com ordenados em atraso e contratações bizarras.&amp;nbsp;Já&amp;nbsp;seria&amp;nbsp;hora de se arrumar a casa de vez. Mas, não&amp;nbsp;sei porquê, palpita-me que esta estória ainda vai sobrar para nós. Como é hábito, de resto. &lt;/p&gt;&lt;img src="http://www.tsf.pt/aggbug.aspx?PostID=3639691" width="1" height="1"&gt;</description></item></channel></rss>

